Diagnóstico precoce: quando agir no tempo certo salva vidas
A Make Sense 2026 reforça que reconhecer sinais, garantir referenciação rápida e assegurar cuidados coordenados pode transformar o percurso de quem enfrenta cancro da cabeça e pescoço — uma doença ainda marcada por atrasos, desigualdades e desconhecimento.
A Semana Europeia Make Sense 2026 regressa entre 21 e 26 de setembro com um foco claro: diagnóstico e referenciação precoces no cancro da cabeça e pescoço. Apesar de ser o sétimo tipo de cancro mais frequente na Europa, continua a ser pouco reconhecido pela população — e isso traduz‑se em números preocupantes: 60% dos doentes chegam ao sistema já em fases avançadas, quando o tratamento é mais complexo e a qualidade de vida mais afetada.
Sob o mote “Right care at the right time”, a campanha — promovida pela EHNS e coordenada em Portugal pelo GECCP — destaca a importância de garantir cuidados adequados em cada etapa. O ator Rui Santos dá rosto à edição deste ano, partilhando o seu testemunho enquanto pessoa que viveu um diagnóstico de cancro da língua, aproximando a realidade da doença da população.
O texto sublinha que quando o diagnóstico é precoce, as hipóteses de cura podem atingir os 90%, mas persistem barreiras estruturais: tempos de diagnóstico que variam entre duas semanas e seis meses, percursos de referenciação inconsistentes e desigualdades no acesso a especialistas e equipas multidisciplinares.
A semana inclui rastreios, ações de sensibilização, formação clínica e iniciativas de bem‑estar, reforçando a urgência de reconhecer sinais persistentes, procurar ajuda atempadamente e garantir um percurso coordenado desde o primeiro sintoma até ao tratamento.



