Benjamim regressa com Crónicas do Monte Zeus, o quinto álbum de estúdio que marca uma viragem luminosa: a palavra volta ao centro, a canção respira sem artifícios, e o amor surge como prática — não ideal. Entre oito faixas que cruzam atualidade, trabalho e intimidade, o músico desenha um mapa afectivo onde o desgaste e a reparação coexistem, revelando um disco profundamente humano.

Singles como “Recursos Humanos” e “Os Dias do Nada” abriram caminho a este universo depurado, agora ampliado por colaborações que trazem corpo ao som — de Lena d’Água a Bruno Pernadas. Gravado com fita analógica, com respirações, falhas e presença física, o álbum assume a imperfeição como verdade emocional.

No texto editorial de Hugo van der Ding, o disco é lido como um lugar onde música, trabalho e amor se cruzam — onde o que nos destrói e o que nos conserta, tantas vezes, é a mesma coisa. Crónicas do Monte Zeus confirma Benjamim como um autor raro, capaz de transformar o quotidiano em canções de densidade humana e beleza resistente.



