Em A Gorda, Maria Rueff entrega-se a um dos papéis mais exigentes e íntimos da sua carreira.
A partir da obra de Isabela Figueiredo, o monólogo expõe as camadas de Maria Luísa — uma mulher que perdeu quarenta quilos, mas não a memória emocional do corpo que habitou.
Entre a escola onde ensina, o amor que a marcou para sempre e as feridas que o pós‑25 de Abril deixou abertas, a peça desenha um retrato poderoso sobre identidade, desejo, vergonha e redenção.
Com dramaturgia de Marta Dias e encenação de Sofia de Portugal, esta criação da Companhia Cegada é um mergulho profundo na vulnerabilidade humana, iluminado pela interpretação arrebatadora de Maria Rueff.



