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Hipólito: A Ferida Que Nunca Deixa de Falar

Um mergulho cru na memória, no trauma e nas sombras que moldam um homem.

No subpalco do Teatro São Luiz, Bruno Simão revisita o mito de Fedra para o virar do avesso. Em Hipólito, a partir do texto de Mickael de Oliveira, a narrativa clássica é desconstruída para expor a violência íntima que molda um homem adulto marcado pelo passado.

Hipolito de Bruno Simao . Em www.teatrosaoluiz.pt. Foto ©joaotuna

Aqui, Fedra deixa de ser a figura frágil e trágica: torna‑se predadora, perversa, uma presença que contamina a infância e reverbera na vida adulta.


Hipólito, de Bruno Simão, a partir do texto de Mickael de Oliveira

Entre confissões, testemunhos e silêncios que doem, o espetáculo mergulha nos complexos familiares, na sexualidade atravessada pelo trauma e na forma como a memória se inscreve no corpo.

Uma proposta crua, psicológica, que desafia o olhar e convoca o desconforto necessário.

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