No subpalco do Teatro São Luiz, Bruno Simão revisita o mito de Fedra para o virar do avesso. Em Hipólito, a partir do texto de Mickael de Oliveira, a narrativa clássica é desconstruída para expor a violência íntima que molda um homem adulto marcado pelo passado.

Aqui, Fedra deixa de ser a figura frágil e trágica: torna‑se predadora, perversa, uma presença que contamina a infância e reverbera na vida adulta.
Hipólito, de Bruno Simão, a partir do texto de Mickael de Oliveira
Entre confissões, testemunhos e silêncios que doem, o espetáculo mergulha nos complexos familiares, na sexualidade atravessada pelo trauma e na forma como a memória se inscreve no corpo.
Uma proposta crua, psicológica, que desafia o olhar e convoca o desconforto necessário.



