Depois de atravessar diferentes territórios musicais — dos Savanna ao pop de George Marvinson, até à canção portuguesa dos discos Portugal 2018 e Canções Mundanas — Tiago Vilhena regressa com nova pele. Salatrano, com lançamento marcado para 25 de setembro, inaugura um capítulo fresco na sua discografia, mantendo a curiosidade que sempre o levou a cruzar géneros, linguagens e tradições.

O single de avanço, “Mau Mau Bem Bem”, é uma brincadeira séria: uma canção sobre autoridade, infância, liberdade e sermões, construída sobre um ritmo popular que devolve leveza ao que pesa. O jogo de contrários do título revela a marca de Tiago — o gosto pela palavra, pela ironia, pela forma como transforma o quotidiano em narrativa musical.
Gravado nos estúdios Cuca Monga com Domingos Coimbra e Manuel Palha, e misturado nos Pontiaq pelo irmão e colaborador habitual Miguel Vilhena, o novo disco abre espaço a influências improváveis: do folclore português ao indie das origens, sempre com a vontade de fazer caber o mundo numa canção.
Em dez faixas, Tiago Vilhena acrescenta um novo capítulo ao seu percurso diverso e inquieto. E deixa uma pergunta que é quase manifesto: afinal, o que é Salatrano?



