José Luís Cacho traça o futuro dos portos portugueses em novo livro
O antigo presidente do Porto de Sines revisita a transformação do sistema portuário nacional, defende uma gestão mais descentralizada e reflete sobre os desafios económicos, logísticos e climáticos que marcarão o futuro do setor.
Durante décadas, esteve no centro das grandes decisões que moldaram a atividade portuária em Portugal. Agora, José Luís Cacho, antigo presidente dos portos de Sines, Aveiro e Figueira da Foz, reúne memórias, análises e perspetivas em O Despertar dos Portos – De Aveiro a Sines: a reinvenção do sistema portuário português, uma obra que revisita a modernização do setor e projeta os desafios que se avizinham.
Publicado pela Tinta-da-China, o livro reúne testemunhos de figuras ligadas ao universo económico, político e marítimo e destaca o papel estratégico dos portos enquanto motores da competitividade nacional e pontos de ligação entre Portugal e as rotas globais.
Ao longo das suas páginas, Cacho sublinha a necessidade de adaptar o setor às exigências contemporâneas, desde as alterações climáticas à crescente complexidade das cadeias logísticas, defendendo simultaneamente uma maior autonomia e integração dos portos nas economias regionais. A obra não evita também uma leitura crítica de determinadas decisões políticas que, segundo o autor, condicionaram o desenvolvimento de infraestruturas fundamentais para o país.
Mais do que uma análise histórica, O Despertar dos Portos apresenta-se como uma reflexão sobre a importância destas infraestruturas no futuro económico português e a sua capacidade de continuar a ligar territórios, empresas e sociedades ao mundo.



