Curiosidades

IA na escola divide docentes

Professores veem a IA como ameaça ao pensamento crítico

Uma nova pesquisa europeia encomendada pela Epson revela um retrato claro — e inquieto — do que os professores portugueses sentem perante a entrada massiva da inteligência artificial nas salas de aula. Mais de metade (54%) acredita que o uso de IA nas tarefas escolares prejudica a aprendizagem, e a grande maioria confirma que os alunos já a utilizam regularmente para trabalhos e exercícios.

A inteligência artificial nas salas de aula

Uso da IA na aprendizagem. Em www.epson.pt. Foto DR
Uso da IA na aprendizagem. Em www.epson.pt. Foto DR

Apesar de não defenderem o abandono da tecnologia, os docentes mostram preocupação com o impacto da dependência digital: 53% consideram que a IA permite aos alunos “saltar” etapas essenciais da sua própria educação, enquanto 75% receiam que esta dependência reduza a capacidade de pensamento crítico e de deteção de informação falsa — competências fundamentais num mundo saturado de conteúdos.

A importância do estudo

O estudo reforça ainda a importância dos métodos tradicionais. Para 67% dos professores, fichas, livros e materiais impressos continuam a ser essenciais para consolidar leitura, escrita e cálculo. A preferência pelo papel é evidente: 69% acreditam que os alunos aprendem melhor em suporte físico do que em ecrã, e 62% defendem que o ensino tradicional cria bases mais sólidas para aprendizagens duradouras.

Uso da IA na aprendizagem. Em www.epson.pt. Foto DR
Uso da IA na aprendizagem. Em www.epson.pt. Foto DR

A opinião dos docentes

Há também um lado prático: 48% dos docentes consideram as impressoras vitais para garantir acesso a materiais pedagógicos, mas mais de um terço afirma não ter equipamentos suficientes nas escolas. A maioria (64%) defende que as políticas educativas devem considerar estes recursos ao definir estratégias de melhoria.

Curiosamente, apesar das reservas, 81% dos professores reconhecem que a IA deve ter um papel importante no ensino — desde que usada com equilíbrio. O consenso é claro: para preparar alunos capazes de usar IA de forma responsável, é preciso reforçar primeiro os fundamentos — lápis, papel e pensamento crítico.

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