Março é o Mês de Sensibilização para a Endometriose, uma condição que afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva e que continua a ser subdiagnosticada, muitas vezes durante anos. A INTIMINA, em parceria com a médica especialista Dra. Susanna Unsworth, reforça a importância de distinguir entre dor menstrual comum e sinais que podem indicar endometriose — e que nunca devem ser ignorados.
Quando a dor merece atenção
A normalização da dor menstrual continua a atrasar diagnósticos. Segundo a especialista, a dor que:
- impede atividades diárias,
- não melhora com analgésicos habituais,
- surge antes da menstruação ou se torna constante,
pode ser um alerta importante. Outros sintomas incluem hemorragias abundantes, fadiga extrema, dor nas relações sexuais e dor ao urinar ou evacuar.
O caminho até ao diagnóstico
O médico de família é o primeiro ponto de contacto, mas a especialista sublinha que um encaminhamento para ginecologia deve ser solicitado quando:
- os sintomas persistem após tratamentos iniciais,
- existe desejo de engravidar,
- há sinais que envolvem bexiga ou intestino.
Exames como ecografia podem não detetar a doença, o que reforça a necessidade de avaliação especializada.
Tratamentos possíveis
As opções variam consoante os sintomas e objetivos reprodutivos:
- Primeira linha: anti-inflamatórios e terapêutica hormonal.
- Investigação avançada: ressonância magnética ou laparoscopia.
- Abordagens mais complexas: menopausa médica temporária ou cirurgia laparoscópica para remover focos de endometriose.
Quebrar o silêncio
A INTIMINA reforça o compromisso de promover literacia em saúde íntima e incentivar mulheres e raparigas a reconhecer sinais de alerta, procurar ajuda e exigir acompanhamento adequado. Informação clara e acessível continua a ser uma das ferramentas mais poderosas para reduzir o sofrimento associado a esta condição.



